Cólica menstrual forte: causas, exames e tratamentos

Postado em: 26/08/2025

A cólica menstrual forte não deve ser normalizada. Na maioria das vezes, existe um motivo por trás da dor, e descobrir a origem é o primeiro passo para aliviar o sofrimento e recuperar a qualidade de vida.

Este guia explica, em linguagem simples, como investigar a cólica intensa na menstruação, quais são as causas mais comuns — como endometriose, adenomiose, mioma submucoso e varizes pélvicas — e quais opções de tratamento podem ser consideradas.

Como investigar a cólica menstrual forte (exames)

O ultrassom transvaginal com preparo intestinal é o exame indicado para investigar as causas físicas mais comuns de cólica menstrual forte. Esse preparo melhora a visualização das estruturas próximas ao intestino e auxilia na detecção de endometriose profunda.

Principais causas de cólica menstrual forte (visão geral)

  • Adenomiose
  • Endometriose
  • Mioma submucoso (incluindo o chamado ‘mioma parido’)
  • Varizes pélvicas (congestão venosa pélvica)
  • Abortamento espontâneo
  • Idiopática (sem causa identificável)

Adenomiose: quando o endométrio invade o músculo do útero

A adenomiose ocorre quando o tecido do endométrio invade o miométrio. É uma causa comum de cólica menstrual forte, especialmente após os 35 anos. Os sintomas incluem cólica intensa, aumento do sangramento menstrual, infertilidade e sensação de peso na pelve. O tratamento pode incluir hormônios e, em alguns casos, cirurgia, sendo a histerectomia a mais realizada.

Endometriose: a causa mais frequente de cólicas menstruais fortes

A endometriose é a causa mais comum de cólica menstrual forte. Pode surgir em quem nunca teve cólica ou representar uma piora progressiva da dor. O tratamento inclui terapias hormonais e, em alguns casos, cirurgia voltada à endometriose.

Mioma submucoso e ‘mioma parido’: por que a cólica pode ser tão intensa

O mioma submucoso está localizado voltado para o endométrio e provoca cólicas muito fortes e sangramento aumentado. O ‘mioma parido’ é expulso do útero pelo colo, semelhante a um parto, e causa dores intensas. O tratamento é a retirada cirúrgica do mioma, geralmente por histeroscopia.

Varizes pélvicas (congestão venosa): dor que piora com esforço

As varizes pélvicas surgem quando as veias uterinas e ovarianas ficam dilatadas e o sangue flui de forma retrógrada. Isso causa dor pélvica crônica que piora com esforço, dor na relação sexual e sensação de peso na pelve.

Abortamento espontâneo: atraso menstrual, sangramento e cólica forte

O abortamento espontâneo é comum, ocorrendo em cerca de 30% das gestações iniciais. Pode se manifestar como atraso menstrual seguido de sangramento aumentado e cólica intensa. Nesses casos, o exame beta‑hCG positivo confirma a gestação e é fundamental avaliar a viabilidade e descartar gestação ectópica.

Cólica idiopática, primária e secundária

Quando não há causa identificável, a cólica é chamada de idiopática. Se ocorre desde a primeira menstruação, é primária; quando aparece depois ou piora com o tempo, é secundária e costuma estar relacionada a uma causa física.

Perguntas frequentes (FAQ)

Qual é o melhor exame para investigar cólica menstrual forte?

O ultrassom transvaginal com preparo intestinal é o exame mais indicado, pois detecta causas físicas como endometriose profunda.

Endometriose é mesmo a causa mais comum de cólica forte?

Sim. A endometriose é a causa mais frequente de cólica menstrual forte descrita neste conteúdo.

O que é ‘mioma parido’ e por que dói tanto?

É quando um mioma submucoso é expulso pelo colo do útero, causando cólica intensa e sangramento aumentado.

Cólica forte com atraso e sangramento pode ser abortamento?

Pode. Um atraso seguido de sangramento intenso e dor forte pode indicar abortamento. O beta‑hCG confirma a gestação e deve ser avaliado por um médico.

Referências

1. Becker CM et al. ESHRE guideline: endometriosis. Hum Reprod Open. 2022.

2. Ros C et al. Bowel preparation prior to transvaginal ultrasound. Ultrasound Obstet Gynecol. 2021.

3. Ferrero S et al. Transvaginal sonography with vs without bowel preparation. J Minim Invasive Gynecol. 2019.

4. Afzali N et al. Risk factors for uterine adenomyosis diagnosed by MRI. BMC Women’s Health. 2025.

5. Lasmar RB, Lasmar BP. Hysteroscopic myomectomy. Rev Assoc Med Bras. 2022.

6. Borghi C, Dell’Atti L. Pelvic congestion syndrome. Arch Gynecol Obstet. 2016.

7. Wilcox AJ et al. Incidence of early loss of pregnancy. N Engl J Med. 1988.


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