Como funciona congelamento de óvulos? Quando fazer e chances de sucesso
Postado em: 20/10/2025
Pensando em adiar a maternidade sem perder a chance de engravidar no futuro? O congelamento de óvulos — também chamado de vitrificação — é uma forma de preservação da fertilidade que mantém seus óvulos guardados para uso quando você decidir. Assim, você pode priorizar carreira, projetos pessoais ou aguardar o momento ideal para formar sua família, sem a pressão do tempo.
Neste artigo, você vai entender como funciona o congelamento de óvulos, para quem ele é indicado, qual a melhor idade para congelar, por quanto tempo os óvulos podem ficar armazenados e quais são as chances de sucesso ao utilizá‑los no futuro.
O que é o congelamento de óvulos (criopreservação)?
O congelamento de óvulos é uma técnica avançada de criopreservação que também pode ser aplicada a espermatozoides e embriões. Ao resfriar as células reprodutivas a temperaturas ultrabaixas, próximas de −196 °C, o metabolismo fica inativado, preservando o potencial de desenvolvimento e a viabilidade por longos períodos.
Muitas mulheres e casais escolhem essa alternativa para adiar a gestação ou diante de circunstâncias que exigem atenção imediata, como problemas de saúde.
Como funciona o congelamento de óvulos (passo a passo)?
Antes do início, é feita uma avaliação médica para confirmar a segurança e a elegibilidade para o tratamento. A primeira etapa é a estimulação hormonal dos ovários com medicações iniciadas entre o 1º e o 3º dia do ciclo menstrual. Esse preparo costuma durar cerca de 10 dias, até o momento da coleta dos óvulos.
A coleta é realizada com apoio do ultrassom transvaginal e uma agulha acoplada, em um procedimento rápido, feito sob sedação para maior conforto. Em geral, dura cerca de 20 minutos.
Após a coleta, os óvulos passam por seleção; os que atingem maturidade são vitrificados e armazenados em nitrogênio líquido a −196 °C. As taxas de sobrevivência após o descongelamento são elevadas, chegando a aproximadamente 95%.
Quando o congelamento de óvulos é indicado
O congelamento de óvulos pode ser recomendado em diferentes situações. Veja as mais comuns:
- Mulheres que desejam postergar a maternidade: ideal para quem planeja ter filhos no futuro, mas prefere adiar a gravidez agora — por foco na carreira, ausência de parceiro ou planejamento financeiro.
- Tratamentos médicos que podem afetar a fertilidade: antes de terapias como quimioterapia, que podem comprometer os ovários, a preservação dos óvulos ajuda a manter a chance de gestação após o tratamento.
- Condições que afetam a fertilidade: em casos de baixa reserva ovariana, endometriose ou doenças autoimunes, congelar os óvulos antes da progressão pode aumentar as chances futuras de concepção.
- Tratamentos de fertilidade: mulheres encaminhadas à fertilização in vitro (FIV) ou portadoras de doenças genéticas passíveis de avaliação no embrião também podem se beneficiar do congelamento.
Qual é a melhor idade para congelar óvulos?
A faixa etária entre 30 e 35 anos costuma ser considerada a mais favorável para o congelamento de óvulos. Isso não significa que exista uma idade máxima ou um limite rígido para o procedimento; quanto mais cedo a decisão é tomada, maiores tendem a ser as vantagens no futuro.
Saiba mais: Quando é a melhor idade para congelar óvulos? [link interno]
Por quanto tempo os óvulos podem ficar congelados?
De modo geral, os óvulos podem permanecer congelados por períodos entre 10 e 15 anos. O período exato pode variar conforme normas locais e decisão da paciente.
Quais são as chances de engravidar com os óvulos descongelados?
As chances de gravidez com óvulos congelados dependem de fatores como a idade no momento do congelamento e a qualidade dos gametas. Após a fertilização, a quantidade e a qualidade dos embriões (especialmente na fase de blastocisto) também influenciam bastante os resultados.
Exemplo prático: mulheres que congelaram óvulos antes dos 35 anos e obtiveram três blastocistos podem alcançar cerca de 80% de chance de gravidez. Já quem realizou o congelamento após os 40 anos e também produziu três blastocistos pode ter aproximadamente 45% de chance de engravidar.
Por que contar com um profissional qualificado faz diferença
A orientação de um ginecologista especialista em reprodução humana é essencial para planejar o passo a passo, ajustar expectativas e acompanhar cada etapa com segurança e realismo. Um acompanhamento próximo ajuda a tomar decisões informadas e a se sentir confiante ao longo do processo.
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Perguntas frequentes sobre congelamento de óvulos (FAQ)
Qual a melhor idade para congelar óvulos?
A decisão é individual, mas a faixa de 30 a 35 anos costuma ser a mais favorável. Não há um limite rígido: quanto antes, melhor tende a ser o potencial reprodutivo.
Quanto tempo leva o processo até a coleta?
Após a avaliação, a estimulação hormonal começa entre o 1º e o 3º dia do ciclo e costuma durar cerca de 10 dias, até a coleta dos óvulos.
O procedimento de coleta é doloroso?
A punção é guiada por ultrassom transvaginal e feita sob sedação, o que proporciona conforto. O procedimento é rápido e, em geral, dura por volta de 20 minutos.
Os óvulos perdem qualidade enquanto estão congelados?
Não. Em nitrogênio líquido a −196 °C, o metabolismo celular fica inativado, preservando o potencial dos óvulos para uso futuro.
Qual a taxa de sobrevivência após o descongelamento?
Programas consolidados de vitrificação relatam taxas de sobrevivência elevadas após o descongelamento, em torno de 95%.
Referências
1. Practice Committee of the American Society for Reproductive Medicine. Evidence-based outcomes after oocyte cryopreservation for donor oocyte IVF and planned oocyte cryopreservation: a guideline. Fertil Steril. 2021;116(4):e1–e11. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34148587/
2. Anderson RA, et al. ESHRE guideline: female fertility preservation. Hum Reprod Open. 2020;2020(4):hoaa052. https://academic.oup.com/hropen/article/2020/4/hoaa052/5981739
3. De Munck N, et al. Survival and post-warming in vitro competence of human oocytes after high security closed system vitrification. Reprod Biol Endocrinol. 2013;11:48. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3607691/
4. Karagianni M, et al. Embryos from vitrified vs. fresh oocytes in an oocyte donation program: a retrospective comparative observational study. J Assist Reprod Genet. 2024;41(5):961–972. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38580180/
