Dificuldade para engravidar: o que fazer (causas, exames e tratamentos)
Postado em: 22/09/2025
Ter um filho é um projeto de vida importante. Quando a gravidez não acontece no tempo esperado, surge a dúvida: o que fazer diante da dificuldade para engravidar? Este guia explica, em linguagem simples, as causas mais frequentes, os exames para fertilidade e as opções de tratamento, incluindo reprodução assistida como a FIV, sempre com orientação médica individualizada.
Aqui você encontra passos práticos que podem aumentar as chances de uma gestação saudável, sem prometer resultados e respeitando o tempo de cada casal. Se houver sinais de alerta, procure avaliação especializada.
O que é considerado dificuldade para engravidar?
Considera‑se dificuldade para engravidar quando o casal mantém relações sexuais frequentes (cerca de 2 a 3 vezes por semana), sem uso de métodos contraceptivos, por pelo menos 12 meses, sem obter concepção. Para mulheres com 35 anos ou mais, a avaliação costuma ser antecipada para 6 meses, pois a reserva ovariana diminui com a idade.
Causas comuns que podem atrasar a gravidez
A fertilidade resulta da combinação de fatores femininos e masculinos. Entre as causas frequentes estão:
- Alterações hormonais (como prolactina, progesterona e hormônios da tireoide), que interferem no ciclo menstrual e na ovulação.
- Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), com irregularidade menstrual, aumento de andrógenos e dificuldade de ovular.
- Endometriose, que pode gerar inflamação, aderências e cistos, dificultando a liberação e a captura do óvulo pelas tubas.
- Problemas nas tubas uterinas, por infecções pélvicas prévias, cirurgias ou endometriose, que podem bloquear a passagem.
- Fatores masculinos, como baixa contagem, baixa motilidade ou alterações da morfologia dos espermatozoides.
- Idade avançada: com o passar do tempo, reduz‑se a quantidade e a qualidade dos óvulos.
- Estilo de vida: alimentação inadequada, sedentarismo, excesso de álcool, tabagismo e estresse crônico.
- Sobrepeso/obesidade ou baixo peso, que alteram hormônios e podem levar a ciclos sem ovulação.
- Condições sistêmicas (como diabetes, hipertensão e distúrbios da tireoide) e uso de medicamentos que interferem no organismo.
Sinais de alerta que merecem investigação
Procure avaliação se você identificar um ou mais dos sinais abaixo:
- Menstruações irregulares ou dolorosas;
- Excesso de pelos no rosto ou corpo (hirsutismo);
- Acnes frequentes e persistentes;
- Descarga mamária fora do período de amamentação;
- Alterações no desejo sexual;
- Histórico de infecções pélvicas ou complicações cirúrgicas.
Exames que costumam fazer parte da investigação
Após a consulta clínica, o médico pode solicitar exames complementares para direcionar o tratamento:
- Avaliação hormonal: dosagens de FSH, LH, estradiol, progesterona, prolactina e hormônios tireoidianos.
- Ultrassonografia transvaginal: análise de útero e ovários, com pesquisa de cistos e miomas.
- Histerossonossalpingografia com contraste (HyCoSy): ultrassonografia com contraste para avaliar se há bloqueios nas tubas uterinas.
- Avaliação seminal (espermograma): verifica quantidade, motilidade e morfologia dos espermatozoides.
- Exames complementares em casos selecionados: testes genéticos, videolaparoscopia ou ressonância magnética.
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Como aumentar as chances de engravidar (hábitos e estratégias)
Antes de tratamentos específicos, algumas medidas podem ajudar:
- Conheça seu ciclo: entender a duração média e identificar o período fértil aumenta a chance de relação no momento ideal.
- Use aplicativos ou métodos de observação para estimar a ovulação.
- Adote alimentação balanceada, com frutas, verduras, legumes, grãos integrais e proteínas magras.
- Pratique exercícios regularmente para manter o peso e a saúde hormonal.
- Evite álcool e cigarro, que prejudicam a fertilidade feminina e masculina.
- Gerencie o estresse com técnicas de relaxamento, meditação ou ioga.
- Considere suplementação com prescrição médica (por exemplo, ácido fólico e vitamina D), quando indicada.
Tratamentos e opções quando há dificuldade para engravidar
Se as mudanças de estilo de vida e as orientações iniciais não forem suficientes, existem abordagens específicas que podem ser indicadas conforme a causa identificada:
1) Indução da ovulação
Indicada para quem ovula de forma irregular. Usa medicamentos que estimulam os ovários a liberar óvulos, com acompanhamento por ultrassonografias seriadas.
2) Inseminação intrauterina (inseminação artificial)
O sêmen é preparado em laboratório para concentrar os espermatozoides mais saudáveis e, em seguida, introduzido diretamente no útero próximo à ovulação.
3) Fertilização in vitro (FIV)
Óvulos e espermatozoides são coletados e fertilizados em laboratório. Após alguns dias, um ou mais embriões são transferidos para o útero.
4) Técnicas complementares
- ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoide): útil quando há baixa quantidade ou qualidade espermática.
- Doação de óvulos: opção para mulheres sem óvulos viáveis ou com idade avançada.
- Doação de sêmen: indicada quando não há produção de espermatozoides ou há alterações graves na qualidade seminal.
Quando procurar ajuda médica
Busque avaliação se você tem menos de 35 anos e tenta engravidar há mais de 12 meses, ou após 6 meses se tem 35 anos ou mais. Um especialista em ginecologia e/ou reprodução assistida poderá identificar as causas e indicar o melhor caminho.
Mensagem final
Dificuldades para engravidar podem ter origem hormonal, nas tubas uterinas, no espermograma ou no estilo de vida. Felizmente, há estratégias e tratamentos capazes de contornar muitos desses obstáculos. Na Clínica Saphire, a Dra. Aline Borges realiza avaliação detalhada, solicita os exames necessários e orienta o tratamento ideal para aumentar as chances de uma gestação saudável. Se você se identifica com os pontos deste texto, fale com nossa equipe pelo WhatsApp ou pelo site.
Perguntas frequentes sobre dificuldade para engravidar
O que fazer primeiro diante da dificuldade para engravidar?
Organize informações sobre seu ciclo, concentre as relações no período fértil, adote hábitos saudáveis e agende uma consulta.
Com quantos meses devo procurar ajuda?
De modo geral, após 12 meses de tentativas com relações regulares sem anticoncepcionais. Se você tem 35 anos ou mais, procure avaliação após 6 meses.
Qual a diferença entre inseminação intrauterina e FIV?
Na inseminação intrauterina, o sêmen é preparado e inserido no útero próximo à ovulação. Na FIV, a fertilização ocorre em laboratório e o embrião é transferido para o útero.
O que é HyCoSy (histerossonossalpingografia com contraste)?
É um exame de ultrassonografia com contraste que avalia a passagem pelas tubas e a cavidade uterina. Ajuda a identificar bloqueios tubários e costuma ser bem tolerado.
Conteúdo educativo. Não substitui a avaliação médica individualizada.
