Infertilidade feminina e masculina: causas e prevenções
Postado em: 24/08/2025
A fertilidade do casal não depende apenas de útero, ovários e testículos. Hábitos do dia a dia — alimentação, estresse, medicamentos e drogas, sobrepeso/obesidade, sono, exercício físico intenso, tabagismo e álcool — também interferem nas chances de gravidez.
Este guia explica, em linguagem simples, as causas comportamentais mais comuns de infertilidade feminina e masculina e formas de prevenção, preservando integralmente as informações do texto original. Termos buscados com frequência incluem: infertilidade feminina, infertilidade masculina, causas da infertilidade, alimentação para fertilidade e dieta mediterrânea para fertilidade.
Fatores do estilo de vida que reduzem a chance de engravidar (visão geral)
Mesmo quando exames estão normais, alguns hábitos podem diminuir a fecundidade do casal:
- Alimentação e estado nutricional;
- Estresse crônico;
- Medicamentos e uso de drogas;
- Sobrepeso e obesidade;
- Sono insuficiente e/ou de má qualidade;
- Exercícios físicos praticados em excesso;
- Tabagismo;
- Ingestão de bebidas alcoólicas.
Como a alimentação influencia a fertilidade do casal
A forma de comer interfere no eixo hormonal e em vias inflamatórias que afetam ovulação e produção de espermatozoides. A dieta mediterrânea — rica em vegetais, frutas, grãos integrais, legumes, nozes e azeite de oliva, com baixa ingestão de carne vermelha — tem sido associada a melhores desfechos reprodutivos e benefícios metabólicos gerais. 1,2
Ômega‑3 (EPA e DHA): modulam processos inflamatórios ligados ao sistema reprodutor e devem ser inseridos no contexto de uma alimentação de perfil anti‑inflamatório. 4,5
Quando combinamos alimentação saudável, ingestão adequada de antioxidantes, controle do peso e atividade física regular, estudos observacionais estimam redução de até 69% no risco de infertilidade por distúrbios ovulatórios. 3
Estresse: impacto nos hormônios, ovulação e receptividade uterina
O estresse é uma resposta natural. Quando persiste em níveis elevados, pode desregular o eixo hipotálamo‑hipófise‑gônadas, alterar função ovariana, reduzir a receptividade do endométrio e prejudicar a libido, interferindo na fertilidade. Nem toda pessoa estressada terá infertilidade, mas estresse intenso é fator de risco.6,7
Como lidar com o estresse (ajustes simples)
- Praticar exercícios de forma regular e equilibrada;
- Meditação;
- Tempo para lazer e descanso;
- Alimentação balanceada e rotinas previsíveis.
Medicamentos e uso de drogas: quando podem prejudicar
Alguns medicamentos alteram níveis hormonais e reduzem a fertilidade; muitas vezes a situação melhora após suspensão, sempre com orientação médica. Quimioterápicos podem causar perda temporária ou permanente da função de ovários e testículos (gonadotoxicidade). 8,9
Efeitos possíveis do uso de drogas
Uso de drogas pode causar: menor libido, queda do desempenho sexual, disfunção erétil, atrofia de células produtoras de testosterona, piora da qualidade do sêmen, dificuldades para ovular, mudanças menstruais, maior risco de aborto espontâneo e possível má formação fetal. 12
Maconha (cannabis): alterações hormonais em mulheres e homens; evidências de impacto negativo em parâmetros seminais e processos reprodutivos. 10,20
Cocaína e crack: associados à diminuição da libido, alterações da produção hormonal e prejuízos na quantidade/qualidade de óvulos e espermatozoides; aumento da fragmentação do DNA espermático em estudos. 11,12
Sobrepeso e obesidade: o que acontece com ovários e testículos
Nas mulheres, o excesso de gordura corporal desregula hormônios (como estrogênio) e se associa a condições que interferem na fertilidade. Nos homens, reduz a produção de testosterona e piora parâmetros seminais (qualidade, concentração e motilidade). Em geral, quanto maior o peso, piores os parâmetros. 13,14
Sono e fertilidade: por que 7 horas (ou mais) fazem diferença
O sono participa da regulação do eixo hipotálamo‑hipófise‑gônadas, que estimula ovários e testículos. Sociedades de sono recomendam que adultos durmam 7 horas ou mais por noite; dormir menos associa‑se a piores desfechos de saúde. 15,16
Higiene do sono em prática
Dormir 7 horas ou mais por noite está ligado a melhor saúde geral. Privação crônica relaciona‑se a ganho de peso, hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares, ansiedade e depressão — fatores ligados à fertilidade. 16
Exercício físico intenso: quando passa do ponto e atrapalha
Exercício é benéfico, mas excesso pode suprimir o eixo hipotálamo‑hipófise, alterar secreção hormonal e afetar a espermatogênese e a ovulação. 17
Mulheres: efeito do excesso de treino no ciclo e na ovulação
Treino exagerado pode causar irregularidade do ciclo, anovulação e amenorreia. O alvo é a hipófise, que reduz FSH e LH, prejudicando a ovulação. 17,18
Homens: quando muito exercício prejudica o sêmen
Em homens, excesso de exercício pode reduzir concentração de espermatozoides e testosterona, piorando motilidade e aumentando formas imaturas; achados são descritos especialmente em atletas de endurance. 19
Tabagismo: efeitos em óvulos, espermatozoides e no DNA
O cigarro contém substâncias tóxicas (nicotina, alcatrão) que deterioram a qualidade de óvulos e espermatozoides. Nas mulheres, associa‑se a envelhecimento ovariano e menopausa mais precoce; nos homens, a menor contagem e maior fragmentação de DNA espermático, além de possível disfunção sexual. 20,21,22
Nota do texto original: a frase “envelhece os óvulos em até dez anos” foi mantida com ressalva metodológica (ver Seção A).
Álcool e chances de gravidez: o que é considerado excesso
Os efeitos do álcool na fertilidade variam entre estudos. O álcool pode alterar hormônios da ovulação, interferir no ciclo menstrual e no transporte tubário; nos homens, pode reduzir quantidade, qualidade e motilidade do sêmen. 2
Há maior infertilidade entre mulheres que consomem mais de duas doses/dia (≈140 g/semana) e menor chance de concepção quando a ingestão ultrapassa 6 doses/semana em fases críticas do ciclo. 23,24
“Dose padrão” costuma ser ~10 g de álcool puro, com variações por país. 25
Recomendação do texto original: evitar ou reduzir o álcool nos 3–6 meses antes da gestação ou de tratamentos de reprodução assistida.
Como prevenir: passos práticos para o casal
- Adotar padrão mediterrâneo e incluir fontes de ômega‑3 em estratégia anti‑inflamatória;
- Controlar o peso corporal;
- Praticar atividade física regular, evitando excesso;
- Cuidar do sono (≥7 horas/noite) e da qualidade do descanso;
- Gerenciar o estresse (exercício, meditação, lazer e alimentação balanceada);
- Evitar tabagismo e drogas;
- Rever medicamentos de uso contínuo com o médico;
- Reduzir ou suspender o álcool antes de tentar engravidar.
Próximos passos
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Perguntas frequentes (FAQ)
A dieta mediterrânea realmente ajuda a engravidar?
Está associada a melhores desfechos em estudos observacionais e de reprodução assistida, como suporte ao estilo de vida saudável. Não substitui avaliação individual. 1,2,3
Dormir pouco pode atrapalhar a ovulação?
Sim. Sono curto e de má qualidade desorganiza o eixo hormonal reprodutivo. Em adultos, recomenda‑se 7 horas ou mais por noite. 15,16
Exercício faz mal para a fertilidade?
O excesso pode inibir FSH e LH, prejudicando ovulação e parâmetros seminais. Exercício moderado é benéfico. 17,18,19
Parar de fumar melhora a fertilidade?
Sim. Tabagismo prejudica óvulos e espermatozoides e antecipa a menopausa. Interromper traz benefícios em qualquer fase. 20,21,22
Quantas “doses” de álcool são seguras ao tentar engravidar?
Não há nível garantidamente seguro. Estudos apontam piora com consumo elevado (>6 doses/semana); prefira reduzir ao máximo. 24
Referências
1. Gaskins AJ, Chavarro JE. Am J Obstet Gynecol. 2017;217(6):545–62. PMCID: PMC5826784.
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