Quando procurar um especialista em reprodução humana em casos de infertilidade?

Postado em: 16/10/2025

A infertilidade é uma realidade para muitos casais e costuma vir acompanhada de dúvidas, frustrações e inseguranças. A boa notícia é que os avanços da medicina reprodutiva ampliaram as chances de realizar o sonho da maternidade e da paternidade.

Contar com a avaliação de um especialista em reprodução humana faz diferença: permite identificar com precisão as causas da dificuldade para engravidar e indicar o tratamento mais adequado ao seu caso.

Se você busca saber quando procurar especialista em reprodução humana, este guia explica os sinais de alerta e como uma avaliação da fertilidade pode ajudar — tanto em infertilidade feminina quanto masculina.

Tentando engravidar há 12 meses (ou 6 meses se você tem ≥35 anos): hora de investigar

Um dos primeiros sinais para acender o alerta é o tempo de tentativas. Se o casal mantém relações sexuais regulares, sem contraceptivos, por 12 meses sem sucesso — ou por 6 meses quando a mulher tem 35 anos ou mais — é indicado investigar.[1]

Nessas situações, a recomendação é avaliar a fertilidade de ambos. Com os resultados em mãos, o especialista identifica as origens do problema e define a melhor estratégia de tratamento.

Idade materna avançada: por que antecipar a avaliação

A idade da mulher impacta diretamente a fertilidade. A partir dos 35 anos, ocorre queda mais acentuada da reserva ovariana e da qualidade dos óvulos. Nesses casos, vale procurar o especialista mais cedo.[1]

Se você tem 35 anos ou mais e não engravidou após seis meses de tentativas, agende uma consulta. Avaliar precocemente amplia as chances de sucesso.

Ciclos irregulares e anovulação (incluindo SOP): quando ligar o alerta

Ciclos menstruais irregulares ou ausência de ovulação frequente são causas comuns de infertilidade feminina. A anovulação pode estar associada a desequilíbrios hormonais e à síndrome dos ovários policísticos (SOP), entre outras condições ginecológicas.[5]

Na consulta, o histórico menstrual é revisado, exames hormonais e de imagem podem ser solicitados, e as opções terapêuticas são discutidas para restaurar a ovulação e aumentar as chances de gravidez.

Tabagismo e outros hábitos que reduzem a fertilidade

O tabagismo afeta diretamente a fertilidade feminina e masculina. Mulheres que fumam cerca de 20 cigarros por dia podem ter redução aproximada de 25% na fertilidade. As toxinas do cigarro comprometem a qualidade dos óvulos.[2]

Se você fuma e quer engravidar, busque apoio para cessar o hábito e faça uma avaliação reprodutiva com um especialista.

Endometriose: não espere um ano para buscar ajuda

A endometriose é uma causa importante de infertilidade. A doença pode alterar a anatomia pélvica, provocar inflamação, obstruir as trompas e afetar a qualidade dos óvulos.[3]

Se você tem (ou já tratou) endometriose, não é necessário esperar 12 meses tentando engravidar. Procure o especialista em reprodução humana assim que decidir engravidar para avaliar o quadro e definir o tratamento ideal, incluindo fertilização in vitro (FIV), quando necessário.[3]

Já fez cirurgia ginecológica? Avalie o impacto antes de (ou durante) as tentativas

Procedimentos nos ovários, no útero ou nas trompas — como a retirada de cistos — podem gerar aderências ou comprometer a função ovariana. Se você passou por cirurgia ginecológica, avalie seus efeitos durante o planejamento da gravidez.

O que você ganha ao procurar um especialista em reprodução humana

A consulta especializada oferece avaliação precisa da fertilidade e acesso às estratégias terapêuticas mais indicadas para o seu caso. Na prática clínica, escuta atenta, revisão de exames e orientações claras fazem parte do cuidado.

  • Esclarecimento de dúvidas: informações seguras sobre fertilidade, exames, tempo de espera e opções terapêuticas.
  • Diagnóstico assertivo: uso de exames como ultrassom transvaginal, dosagens hormonais, histerossonossalpingografia com contraste (HyCoSy) e espermograma para identificar as causas e propor tratamentos personalizados.[1,4]
  • Acompanhamento contínuo: do diagnóstico ao tratamento e após o resultado positivo, com suporte em cada etapa.

Por que agir cedo faz diferença

A fertilidade feminina diminui com o tempo. Adiar a investigação pode significar perder um período precioso — sobretudo se você estiver próxima dos 40 anos ou se já houver fatores de risco como endometriose, SOP ou histórico cirúrgico.

Cada pessoa é única. O plano deve ser sob medida, considerando idade, histórico, exames e seu desejo de maternidade.

Próximo passo: agende sua avaliação com a Dra. Aline Borges

A Dra. Aline Borges atua no diagnóstico e no tratamento de condições ginecológicas e reprodutivas. Se você deseja avaliar a saúde do útero e das trompas por meio da histerossonossalpingografia com contraste (HyCoSy) ou precisa de orientação especializada, agende sua consulta.[4]

Entre em contato pelo WhatsApp ou visite o site da Dra. Aline Borges para saber mais sobre exames, tratamentos e cuidados para a saúde feminina.

A Dra. Aline Borges é médica ginecologista e especialista em reprodução humana, atua em ultrassonografia da imagem da mulher e é professora dos cursos de HyCoSy e ultrassonografia para endometriose no CETRUS.

Perguntas frequentes (FAQ): quando procurar ajuda para infertilidade

Com quantos meses de tentativas devo procurar ajuda?

Se você tem menos de 35 anos, procure avaliação após 12 meses de relações regulares sem contraceptivos. Se tem 35 anos ou mais, procure após 6 meses.[1]

Tenho 36 anos e ciclos irregulares. Devo esperar completar 12 meses?

Não. Idade ≥35 anos e ciclos irregulares ou anovulação justificam avaliação mais cedo para aumentar as chances e direcionar o tratamento adequado.[1,5]

Fumo e quero engravidar. Isso atrapalha?

Sim. O tabagismo prejudica a fertilidade feminina e masculina e pode reduzir as chances de gravidez. Em mulheres que fumam cerca de 20 cigarros/dia, a redução pode chegar a ~25%.[2]

Tenho endometriose. Preciso tentar um ano antes de procurar um especialista?

Não. Com endometriose atual ou prévia, é indicado procurar o especialista assim que decidir engravidar. Em alguns casos, a FIV pode ser indicada.[3]

Quais exames o especialista pode solicitar na investigação?

Geralmente, ultrassom transvaginal e dosagens hormonais para a mulher; avaliação da permeabilidade tubária com histerossonossalpingografia com contraste (HyCoSy); e espermograma para o parceiro.[1,4]

Referências

  1. 1. Practice Committee of the American Society for Reproductive Medicine. Fertility evaluation of infertile women: a committee opinion. Fertil Steril. 2021;116(5):1255–1265. doi:10.1016/j.fertnstert.2021.08.038. PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34607703/
  2. 2. Practice Committee of the American Society for Reproductive Medicine. Tobacco or marijuana use and infertility: a committee opinion. Fertil Steril. 2024;121(4):589–603. doi:10.1016/j.fertnstert.2023.12.029. PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38284953/
  3. 3. Becker CM, Bokor A, Heikinheimo O, et al. ESHRE guideline: endometriosis. Hum Reprod Open. 2022;2022(2):hoac009. doi:10.1093/hropen/hoac009. PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35350465/
  4. 4. Chen L‑S, Zhu Z‑Q, Li J, et al. Hysterosalpingo‑contrast‑sonography vs magnetic resonance‑hysterosalpingography for diagnosing fallopian tubal patency: a systematic review and meta‑analysis. Eur J Radiol. 2020;125:108891. doi:10.1016/j.ejrad.2020.108891. PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32088657/
  5. 5. Teede HJ, Tay CT, Laven JJE, et al. Recommendations from the 2023 international evidence‑based guideline for the assessment and management of polycystic ovary syndrome. J Clin Endocrinol Metab. 2023;108(10):2447–2469. doi:10.1210/clinem/dgad463. PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37580314/

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