HSG vs HyCoSy: diferenças entre os exames para avaliar as trompas

Postado em: 10/07/2026

HSG vs HyCoSy: diferenças entre os exames para avaliar as trompas

Quando a gravidez demora a acontecer, é comum surgirem dúvidas e até certa ansiedade sobre quais exames podem ajudar a entender melhor o que está acontecendo. Dois exames são indicados frequentemente na investigação da fertilidade: a histerossalpingografia (HSG) e o HyCoSy (histerossonossalpingografia com contraste).

Ambos têm o mesmo objetivo: avaliar se as trompas estão abertas (permeáveis) e identificar possíveis alterações no útero que possam interferir na gestação. A principal diferença está na forma de obtenção das imagens e no tipo de contraste utilizado.

A HSG é realizada com raios-X e contraste iodado, enquanto o HyCoSy utiliza ultrassonografia transvaginal com contraste ecográfico, sem exposição à radiação ionizante.

A seguir, você vai entender com mais clareza como cada método funciona, em que situações são recomendados e quais são suas principais diferenças na prática.

O que são HSG e HyCoSy e para que servem?

Histerossalpingografia (HSG)

A histerossalpingografia (HSG) é um exame de imagem que avalia o interior do útero e das trompas uterinas. Um contraste iodado é introduzido pelo colo do útero e sua progressão é acompanhada por meio de raios-X.

O procedimento é realizado em serviços de radiologia e tem como principal objetivo identificar obstruções tubárias e alterações na cavidade uterina.

Histerossonossalpingografia (HyCoSy)

O HyCoSy é um método realizado por ultrassonografia transvaginal, que utiliza um contraste ecográfico específico para avaliar as trompas uterinas e a cavidade do útero.

Diferentemente da HSG, o HyCoSy não utiliza radiação. As imagens são obtidas em tempo real, permitindo acompanhar de forma dinâmica a passagem do contraste pelo útero e pelas trompas, o que ajuda na avaliação da permeabilidade tubária.

Por que avaliar as trompas é importante na fertilidade?

As trompas uterinas desempenham um papel essencial na reprodução. É principalmente na região da ampola tubária que ocorre o encontro entre o óvulo e o espermatozoide, etapa fundamental da fecundação.

Quando há alteração na permeabilidade tubária, esse processo pode ser comprometido, reduzindo as chances de gestação espontânea.

Por isso, a avaliação tubária é uma etapa importante na investigação da infertilidade feminina.

Quando esses exames são indicados?

Investigação de dificuldade para engravidar

A avaliação das trompas costuma ser recomendada quando a gestação não ocorre após um período de tentativas, considerando a idade da paciente e o histórico clínico. Em alguns casos, pode ser solicitada mais precocemente, conforme avaliação médica.

Condições associadas a maior risco tubário

Algumas situações aumentam a chance de alterações nas trompas e podem justificar investigação mais detalhada, como:

  • Infecções pélvicas prévias;
  • Endometriose;
  • Cirurgias abdominais ou pélvicas anteriores;
  • Gravidez ectópica prévia.

Avaliação antes de tratamentos de fertilidade

Antes de iniciar tratamentos como a inseminação intrauterina, é importante confirmar se ao menos uma das trompas uterinas está pérvia, ou seja, aberta e funcionando adequadamente.

Essa informação ajuda o médico a definir a estratégia de tratamento mais adequada para cada caso, tornando o planejamento mais preciso e individualizado.

Como é feito o HSG e o HyCoSy?

Histerossalpingografia (HSG)

O exame é realizado preferencialmente após o término da menstruação. A paciente é posicionada em maca ginecológica e um cateter fino é introduzido pelo colo do útero para a infusão do contraste iodado.

Em seguida, são obtidas imagens por raios-X, permitindo acompanhar o trajeto do contraste pelo útero e pelas trompas. O procedimento dura, em média, de 15 a 30 minutos.

HyCoSy

O HyCoSy segue preparação semelhante, mas utiliza ultrassom em vez de radiografia.

Após a introdução de um cateter fino no colo do útero, o contraste ecográfico é administrado. A avaliação é feita por ultrassonografia transvaginal, permitindo observar a passagem em tempo real. A duração média é de 20 a 30 minutos.

HSG vs HyCoSy: diferenças entre os exames para avaliar as trompas

Contraste e radiação: principais diferenças

Na HSG, utiliza-se contraste iodado associado à exposição a raios-X, com uma baixa dose de radiação. No HyCoSy, o contraste é ecográfico e o exame é realizado por ultrassonografia, sem exposição à radiação ionizante.

Essa diferença pode influenciar a escolha do método, dependendo do histórico clínico e da avaliação médica.

Qual exame causa mais desconforto?

HSG

Durante a HSG, algumas pacientes podem sentir cólicas leves a moderadas no momento da infusão do contraste. Em geral, trata-se de um desconforto passageiro.

HyCoSy

No HyCoSy, pode haver sensação de cólica leve a moderada, semelhante à cólica menstrual. Na maioria dos casos, o exame é bem tolerado.

O que os resultados podem indicar?

Trompas pérvias

Quando o contraste percorre as trompas livremente, o resultado sugere permeabilidade preservada, sem sinais de obstrução.

Suspeita de obstrução

A interrupção da passagem do contraste pode sugerir obstrução tubária. No entanto, esse achado deve sempre ser interpretado em conjunto com o histórico clínico, pois fatores como espasmos tubários ou aspectos técnicos do exame podem interferir no resultado.

Alterações uterinas

Além das trompas, os exames também podem identificar alterações na cavidade uterina, como:

  • Pólipos endometriais;
  • Miomas submucosos;
  • Alterações anatômicas do útero.

HSG ou HyCoSy: qual exame escolher?

Vantagens da HSG

  • Ampla disponibilidade nos serviços de imagem;
  • Boa avaliação da permeabilidade tubária;
  • Método consolidado na prática clínica.

Limitações da HSG

  • Uso de contraste iodado;
  • Exposição a raios-X;
  • Desconforto variável entre pacientes.

Vantagens do HyCoSy

  • Não utiliza radiação;
  • Avaliação em tempo real;
  • Técnica minimamente invasiva;
  • Análise simultânea do útero e das trompas.

Limitações do HyCoSy

  • Disponibilidade ainda limitada em alguns serviços;
  • Necessidade de profissional treinado na técnica.

Como é feita a escolha

A escolha entre HSG e HyCoSy deve ser individualizada, considerando o histórico clínico, a indicação médica e a disponibilidade do exame. Não existe um método universalmente superior; a decisão depende do contexto de cada paciente.

HSG vs HyCoSy: diferenças entre os exames para avaliar as trompas

FAQ – Dúvidas frequentes sobre HSG e HyCoSy

O que é mais indicado para avaliar trompas: HSG ou HyCoSy?

Não existe um exame único ideal para todas as pacientes. Ambos avaliam a permeabilidade tubária, e a escolha depende do histórico clínico e da indicação médica.

O exame pode aumentar as chances de engravidar no mesmo ciclo?

Algumas pacientes podem apresentar discreta melhora nas chances de gestação no ciclo do exame, especialmente após a HSG, mas isso não é um efeito garantido.

Quem já fez cirurgia pélvica precisa realizar esses exames?

Em muitos casos, sim. O histórico cirúrgico pode justificar uma investigação da permeabilidade tubária.

O resultado pode alterar a indicação de fertilização in vitro?

Sim. Em casos de obstrução tubária ou alterações significativas, o resultado pode influenciar diretamente a indicação de tratamentos como a fertilização in vitro (FIV).

Avaliação individual é essencial na escolha do exame

A decisão entre a HSG e o HyCoSy deve ser sempre individualizada, considerando o histórico clínico, a indicação médica e uma avaliação cuidadosa de cada caso.

Mais do que comparar métodos, o mais importante é identificar qual exame oferece as informações mais relevantes para aquela etapa da investigação, com foco na clareza diagnóstica e na segurança do cuidado.

Na Clínica Saphire, a condução é personalizada e baseada em uma avaliação completa da saúde reprodutiva, com atenção à precisão diagnóstica, ao cuidado e ao acolhimento em todas as etapas da jornada.


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