A adesiólise peritubária/periovárica, também chamada de salpingo-ovariolise, é uma cirurgia discutida em casos selecionados para liberar aderências ao redor das tubas uterinas e dos ovários. Essas aderências podem alterar a mobilidade das estruturas pélvicas e dificultar a captação do óvulo, o encontro entre óvulo e espermatozoide ou o trajeto normal dentro da tuba.

Na Clínica Saphire, em São Paulo, a indicação é sempre individualizada, com análise do histórico, dos exames e do prognóstico reprodutivo do casal.

Resumo rápido

Adesiólise peritubária/periovárica é a cirurgia usada para liberar aderências ao redor das trompas e dos ovários.

Ela pode ser discutida quando há suspeita de que essas aderências estejam interferindo na fertilidade e ainda exista chance razoável de recuperar a função anatômica da tuba.

A decisão depende do grau de aderência, da condição das trompas, da idade, da reserva ovariana, do espermograma e da presença de outros fatores de infertilidade.

O que é a adesiólise peritubária/periovárica?

As aderências pélvicas são faixas de tecido cicatricial que podem “grudar” estruturas que normalmente deveriam se movimentar livremente.

Quando isso acontece ao redor da tuba e do ovário, pode haver perda da relação anatômica entre eles e prejuízo da função tubária.

A adesiólise peritubária/periovárica é o nome dado à liberação cirúrgica dessas aderências. Em linguagem médica, você também pode encontrar o termo salpingo-ovariolise.

Aqui estamos falando de aderências externas, ao redor das estruturas pélvicas. Não é o mesmo quadro das aderências dentro do útero.

Como as aderências podem afetar a fertilidade?

A gravidez natural depende, entre outros fatores, de uma boa relação entre ovário, fímbrias e tuba.

Quando a tuba perde mobilidade ou fica “presa” por aderências, ela pode ter mais dificuldade para captar o óvulo no momento da ovulação.

Além disso, as aderências podem coexistir com inflamação prévia, endometriose, sequelas de infecção pélvica ou cirurgias anteriores. Em alguns casos, o problema não está apenas na posição da tuba, mas também na sua função.

Nem toda aderência causa infertilidade. A importância clínica depende da localização, da extensão, do aspecto da tuba, da condição do ovário e dos demais fatores reprodutivos do casal.

Quando a cirurgia para aderências nas trompas pode ser discutida?

De modo geral, a cirurgia costuma entrar na conversa quando há dificuldade para engravidar e existe suspeita ou confirmação de aderências peritubárias/periováricas com potencial impacto na fertilidade.

Esse raciocínio pode fazer sentido principalmente quando a paciente apresenta:

  • História de endometriose, infecção pélvica, apendicite complicada, cirurgia pélvica ou outra condição que aumente a chance de aderências;
  • Exames que sugerem alteração tubária distal, perda da mobilidade ou dúvida sobre a relação entre tuba e ovário;
  • Trompas com anatomia ainda relativamente preservada, o que pode indicar melhor prognóstico cirúrgico;
  • Reserva ovariana, idade e espermograma que sustentem a tentativa de gravidez natural como objetivo realista;
  • Ausência de outros fatores de infertilidade mais importantes que reduzam muito o benefício esperado da cirurgia.

Em termos práticos: a adesiólise não é indicada apenas porque “existe aderência”. Ela é considerada quando há chance concreta de que a liberação cirúrgica melhore a anatomia e favoreça a tentativa espontânea de gravidez.

Quando a cirurgia pode não ser a melhor opção?

Há situações em que a cirurgia oferece benefício limitado. Isso pode acontecer quando existe dano importante da tuba, quando há hidrossalpinge grave, quando coexistem outros fatores relevantes de infertilidade ou quando o tempo reprodutivo é mais curto.

Também é preciso considerar a idade da paciente, a reserva ovariana, o fator masculino, o histórico reprodutivo e o risco de gestação ectópica.

Mesmo para quem deseja priorizar a gravidez natural, o tratamento precisa ser escolhido de acordo com todos esses fatores.

Como é feita a avaliação para aderências pélvicas na Clínica Saphire?

Na Clínica Saphire, a investigação começa pela história clínica detalhada, exame ginecológico e revisão dos exames já realizados.

Em geral, a avaliação inclui o estudo do casal, porque a decisão sobre cirurgia tubária depende do quadro completo.

Conforme o caso, podem entrar na análise:

  • Ultrassonografia;
  • HyCoSy;
  • Histerossalpingografia;
  • Avaliação da reserva ovariana;
  • Espermograma.

Em algumas pacientes, a confirmação e o tratamento das aderências só acontecem em contexto cirúrgico, porque exames menos invasivos podem não mostrar com clareza todas as alterações ao redor da tuba e do ovário.

O objetivo da consulta não é apenas perguntar se existe aderência, mas responder três pontos centrais: se ela realmente interfere na fertilidade, se a tuba ainda tem potencial funcional e se a cirurgia oferece um benefício plausível para a busca da gravidez natural.

Como costuma ser feita a adesiólise peritubária/periovárica?

Quando indicada, a abordagem costuma ser minimamente invasiva, geralmente por cirurgia robótica.

A proposta é liberar as aderências e tentar restaurar a mobilidade anatômica entre tuba, ovário e estruturas vizinhas, preservando ao máximo o tecido saudável.

Em algumas cirurgias, outros achados podem ser tratados no mesmo ato, sempre de acordo com o planejamento pré-operatório e com o que for encontrado durante o procedimento.

Por isso, a conversa da consulta é muito importante: em doença tubária, a decisão final depende bastante da anatomia observada e do prognóstico real de cada caso.

Preparo para a cirurgia de aderências pélvicas

O preparo varia conforme o histórico da paciente e a extensão do procedimento proposto, mas costuma envolver:

  • Levar exames prévios de infertilidade, ultrassonografia, HyCoSy/HSG, exames laboratoriais e espermograma do parceiro;
  • Revisão de cirurgias anteriores, medicações em uso, alergias e antecedentes clínicos;
  • Solicitação de exames pré-operatórios e avaliação anestésica, quando indicados;
  • Orientações individualizadas sobre jejum, suspensão ou ajuste de medicamentos e organização do retorno para casa;
  • Esclarecimento das expectativas: o objetivo da cirurgia, os limites do procedimento e o plano de acompanhamento depois da recuperação.

Na consulta, a equipe também orienta o melhor momento do ciclo, o planejamento do pós-operatório e quando novas tentativas podem ser liberadas.

Recuperação após adesiólise peritubária/periovárica

A recuperação depende da extensão das aderências, da via cirúrgica e de procedimentos associados.

Em abordagens minimamente invasivas, ela é mais rápida do que em cirurgias abertas, mas o tempo exato varia de paciente para paciente.

Nos primeiros dias, pode haver desconforto abdominal ou pélvico, sensação de distensão e limitação temporária da rotina.

A liberação para trabalho, atividade física, relação sexual e tentativas de gravidez deve seguir a orientação da equipe médica.

Febre, dor fora do esperado, sangramento importante, piora progressiva ou qualquer sinal incomum devem ser comunicados ao médico.

Riscos e limites da adesiólise

A principal informação a ser dita com clareza é: a cirurgia não garante gravidez natural.

O resultado depende do grau de dano tubário, da presença de novos processos inflamatórios, da formação de novas aderências e dos demais fatores de fertilidade do casal.

Como toda cirurgia pélvica, existem riscos que precisam ser explicados individualmente, como sangramento, infecção, lesão de estruturas vizinhas, necessidade de mudança de conduta intraoperatória e risco de gestação ectópica.

Por isso, a decisão correta não é a mais “agressiva” nem a mais “simples”, e sim a mais coerente com o seu caso.

Atendimento em São Paulo para aderências pélvicas e infertilidade

Para pacientes que desejam investigar a chance de gravidez natural antes de partir para outras estratégias, a avaliação precisa ser criteriosa.

Na Clínica Saphire, em Moema, São Paulo, o atendimento integra reprodução humana, ultrassonografia e cirurgia ginecológica, com análise individual do caso e dos exames já disponíveis.

Se você já fez ultrassom, HyCoSy, histerossalpingografia ou cirurgia anterior, vale levar toda a documentação para a consulta.

Isso ajuda a definir se a discussão deve caminhar para adesiólise peritubária/periovárica ou para outro tipo de abordagem dentro do tratamento da doença tubária.

 

Quer entender se as aderências ao redor das tubas e dos ovários podem estar interferindo na sua fertilidade? Agende uma avaliação do caso e dos seus exames na Clínica Saphire, em São Paulo.

Perguntas frequentes sobre adesiólise peritubária/periovárica

Na prática, sim. Os dois termos são usados para descrever a liberação cirúrgica de aderências ao redor da tuba e do ovário.

Não. A decisão depende do impacto real sobre a fertilidade, da anatomia das trompas, do histórico clínico e da presença de outros fatores que interfiram na gravidez natural.

Nem sempre. Alguns exames sugerem alteração tubária ou perda da relação anatômica, mas há casos em que a confirmação mais precisa só acontece no contexto cirúrgico.

Não. A cirurgia pode ajudar em casos selecionados, mas o resultado depende de vários fatores, como idade, reserva ovariana, qualidade das trompas e fator masculino.

A resposta vem da avaliação do conjunto: história clínica, exames de imagem, estudo da permeabilidade tubária e exame do casal.

Dependendo do local do problema, a proposta pode ser diferente.

Sim. Levar exames prévios costuma ajudar bastante na definição do caso e pode evitar repetição desnecessária de etapas.

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