Recanalização tubária: quando é possível reverter a laqueadura para tentar engravidar?

Postado em: 26/10/2026

Ela fez a laqueadura convencida de que o ciclo reprodutivo estava fechado. Anos depois, um novo relacionamento ou um desejo que não tinha antes muda essa certeza, e a pergunta chega ao consultório da Clínica Saphire quase sempre da mesma forma: “dá para desfazer?”.

A resposta depende de como a laqueadura foi feita, de quanto restou de trompa saudável e da idade reprodutiva da paciente no momento da avaliação.

O que é a recanalização tubária?

A recanalização tubária é a cirurgia que reconecta os dois segmentos da trompa de Falópio interrompidos na laqueadura, restabelecendo a via natural entre o ovário e o útero.

É feita por microcirurgia, geralmente por laparoscopia, unindo as extremidades da trompa com sutura fina sob magnificação.

Na Clínica Saphire, avaliamos essa cirurgia como uma das vias possíveis para quem deseja engravidar novamente depois da laqueadura, ao lado da fertilização in vitro.

É possível reverter a laqueadura tubária?

Sim, na maioria dos casos é tecnicamente possível reverter a laqueadura por recanalização tubária, desde que reste trompa saudável suficiente nas duas extremidades para a reconexão.

A viabilidade real, porém, depende do método usado na laqueadura original: laqueaduras que retiraram um segmento maior da trompa, cauterizaram extensamente ou usaram clipe com dano tecidual amplo reduzem a chance de reconstrução bem-sucedida.

Por isso, na Clínica Saphire, o primeiro passo da avaliação é reconstituir, com a paciente, como a laqueadura foi feita: técnica utilizada, relatório cirúrgico quando disponível, e tempo decorrido desde o procedimento.

A recanalização tubária garante a gravidez?

Não, a recanalização tubária reconecta a trompa, mas não garante a gravidez: mesmo com a via reaberta, a taxa de sucesso reprodutivo cai conforme a idade da paciente avança, e a cirurgia também eleva o risco de gravidez ectópica, porque a trompa reconstruída funciona de forma diferente da trompa original. Esses dois pontos, hoje, pesam mais na decisão do que a reversão em si.

Na Clínica Saphire, discutimos com cada paciente os dois caminhos possíveis, a recanalização e a fertilização in vitro, comparando idade, reserva ovariana e histórico da laqueadura, para que a escolha seja informada, e não movida apenas pelo desejo de reverter o procedimento anterior.

Recanalização ou fertilização in vitro: como a Clínica Saphire ajuda a decidir?

Quando a paciente é mais jovem, tem reserva ovariana preservada e a laqueadura foi feita com técnica que preserva boa extensão de trompa, a recanalização costuma entrar como opção real de avaliação.

Quando a idade reprodutiva já avançou, a reserva ovariana está reduzida ou o histórico cirúrgico aponta pouca trompa remanescente, a fertilização in vitro tende a ser o caminho mais adequado, porque não depende da trompa para acontecer.

Essa decisão nunca é tomada de forma isolada: reunimos exame físico, histórico cirúrgico completo e, quando indicado, avaliação de reserva ovariana antes de indicar qualquer uma das duas vias.

É um raciocínio parecido com o que aplicamos na investigação de outras causas tubárias de infertilidade, sempre pesando técnica cirúrgica contra tempo reprodutivo disponível.

Como é feita a cirurgia de recanalização na Clínica Saphire?

A recanalização tubária é feita sob anestesia geral, geralmente por via laparoscópica, com auxílio de instrumentos de microcirurgia.

Localizamos e preparamos as duas extremidades da trompa remanescentes da laqueadura, removemos o tecido cicatricial das bordas e realizamos a sutura camada por camada, restabelecendo o canal interno da trompa com a menor manipulação possível do tecido saudável ao redor.

Ao final do procedimento, avaliamos a permeabilidade da trompa reconstruída, e a paciente recebe orientação individualizada sobre o tempo de espera recomendado antes de tentar engravidar e sobre o acompanhamento necessário nesse período, justamente pelo risco de gravidez ectópica mencionado acima.

Perguntas frequentes

Como é feita a recanalização tubária?

A cirurgia é feita sob anestesia geral, geralmente por laparoscopia, unindo as duas extremidades da trompa que restaram da laqueadura com sutura de microcirurgia. A técnica exata e o tempo de internação variam conforme o caso, e são detalhados na consulta de avaliação.

Quanto tempo depois da laqueadura ainda é possível recanalizar?

Não existe um prazo fixo, e o tempo decorrido desde a laqueadura pesa menos na decisão do que a técnica usada no procedimento original e a extensão de trompa saudável remanescente. Cada caso exige avaliação individual para confirmar viabilidade.

É possível engravidar tendo feito laqueadura tubária?

Sim, é possível, seja por recanalização tubária, quando há trompa saudável suficiente para a reconstrução, seja por fertilização in vitro, que não depende da trompa para acontecer. A escolha entre as duas vias depende de idade, reserva ovariana e histórico da laqueadura, avaliados caso a caso.

Avaliação para reversão de laqueadura na Clínica Saphire

Se você fez laqueadura e está considerando engravidar novamente, a Clínica Saphire avalia seu histórico cirúrgico e sua reserva ovariana para indicar o caminho mais adequado entre a recanalização tubária e a fertilização in vitro.

O atendimento é conduzido pela Dra. Aline Mormilo Borges, CRM 120044/SP, RQE 83943 (Ginecologia e Obstetrícia) e RQE 839431 (Reprodução Assistida), com apoio da equipe da Clínica Saphire.

Você também pode conhecer, com mais detalhes sobre indicações e etapas, a página de reversão de laqueadura e de vasectomia da Clínica Saphire, ou falar com a nossa equipe diretamente para agendar uma avaliação.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica.


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