Salpingo-ovariolise laparoscópica: quando a cirurgia pode ajudar na infertilidade por aderências

Postado em: 13/10/2026

Uma paciente chega ao consultório com histerossalpingografia normal, ciclos regulares e nenhum diagnóstico fechado.

As trompas aparecem pérvias no exame de imagem, mas a gravidez não acontece. Em parte desses casos, o que a imagem não mostra é a aderência: um tecido cicatricial que prende a trompa ao ovário ou à parede pélvica e atrapalha o encontro entre o óvulo e o espermatozoide sem necessariamente fechar a luz da trompa.

Na Clínica Saphire, esse é um dos cenários que mais nos leva à indicação de uma laparoscopia diagnóstica, e é a partir dela que avaliamos se a salpingo-ovariolise entra como conduta.

O que é a salpingo-ovariolise laparoscópica?

A salpingo-ovariolise laparoscópica é a cirurgia que libera aderências entre a trompa, o ovário e as estruturas vizinhas da pelve, feita por vídeo, com pequenas incisões no abdômen.

O objetivo é devolver mobilidade a órgãos que a aderência mantém colados, permitindo que a trompa capte o óvulo com mais eficiência.

Na Clínica Saphire, indicamos esse procedimento depois de confirmar, por exame de imagem e histórico clínico, que a aderência é a causa mais provável da dificuldade para engravidar.

As aderências mais comuns têm origem em doença inflamatória pélvica prévia, endometriose, cirurgia abdominal ou pélvica anterior (inclusive cesárea) e apendicite complicada.

A Organização Mundial da Saúde inclui o fator tubário e peritubário, que engloba obstruções e aderências, entre as causas mais frequentes de infertilidade feminina, o que reforça por que investigamos essa possibilidade com atenção antes de avançar para tratamentos de maior complexidade.

As aderências pélvicas podem causar infertilidade?

Sim, aderências pélvicas podem causar infertilidade quando limitam o movimento da trompa e do ovário a ponto de impedir a captação do óvulo, mesmo com a trompa aberta.

É uma causa de infertilidade que não aparece em exames de imagem convencionais como a histerossalpingografia, porque o problema é mecânico, não obstrutivo, e só se confirma pela visualização direta na laparoscopia.

Isso explica por que, na Clínica Saphire, uma investigação de infertilidade com trompas pérvias na imagem não encerra a busca por causa.

Quando o quadro clínico da paciente aponta para esse cenário, como histórico de cirurgia pélvica prévia associado a dor pélvica crônica, avaliamos a indicação de laparoscopia como próximo passo diagnóstico e, se necessário, terapêutico no mesmo tempo cirúrgico.

Esse raciocínio integra o acompanhamento que fazemos para obstrução e doença tubária, já que aderência e obstrução costumam ser investigadas em conjunto.

Como a Clínica Saphire avalia se a cirurgia é indicada?

Antes de indicar a salpingo-ovariolise, reunimos a história clínica completa da paciente (cirurgias prévias, episódios de infecção pélvica, dor, tempo de tentativa) com os exames de imagem disponíveis, como ultrassom transvaginal, histerossalpingografia e, quando pertinente, histerossonossalpingografia com contraste (HyCoSy).

Também consideramos a idade da paciente e a reserva ovariana, porque esses fatores mudam o peso relativo entre investigar cirurgicamente e partir direto para a fertilização in vitro.

Na Clínica Saphire, essa decisão nunca é padronizada: cada caso é discutido individualmente, sempre priorizando o caminho mais adequado à paciente que temos à frente, não um protocolo fixo aplicado a todas.

A salpingo-ovariolise laparoscópica resolve a infertilidade por aderências?

Não, a salpingo-ovariolise laparoscópica não garante a gravidez, mesmo quando libera bem a aderência encontrada: ela não repara dano estrutural já instalado nas fímbrias, não reverte trompa com parede internamente comprometida, e não substitui a fertilização in vitro em casos de reserva ovariana baixa ou fator masculino associado.

O procedimento amplia a chance de concepção natural quando a aderência é a limitação principal, sem ser garantia de resultado.

Por isso, na Clínica Saphire, discutimos com a paciente, antes da cirurgia, os cenários possíveis depois dela: manter tentativa natural por um período determinado, ou seguir para reprodução assistida caso a gravidez não ocorra dentro do prazo combinado.

Como é feita a cirurgia na Clínica Saphire?

A salpingo-ovariolise laparoscópica é feita sob anestesia geral, com a paciente internada por um período curto.

Inserimos uma câmera e instrumentos cirúrgicos por pequenas incisões no abdome para visualizar a pelve, identificar as aderências e liberá-las com dissecção cuidadosa, preservando ao máximo o tecido tubário e ovariano saudável.

Quando a laparoscopia é feita com finalidade também diagnóstica, aproveitamos o mesmo procedimento para avaliar a permeabilidade tubária com teste de cromotubagem e checar outras causas associadas, como focos de endometriose, no mesmo tempo cirúrgico.

Quando procurar avaliação para aderências tubárias?

Vale procurar avaliação médica quando há dificuldade para engravidar associada a cirurgia pélvica ou abdominal anterior, episódio de infecção pélvica tratada no passado, endometriose diagnosticada ou dor pélvica persistente sem causa esclarecida.

Esses sinais, juntos ou isolados, justificam investigação dirigida, mesmo quando os exames de imagem iniciais vieram normais.

Na Clínica Saphire, recebemos esse tipo de caso com frequência, porque a aderência é justamente a causa que mais escapa do rastreio inicial.

Perguntas frequentes

A cirurgia de aderências é sempre laparoscópica?

Na maior parte dos casos avaliados na Clínica Saphire, sim: a via laparoscópica é a preferida por oferecer visualização ampliada da pelve, recuperação mais rápida e menor trauma cirúrgico em comparação à cirurgia aberta. A escolha final da via, no entanto, depende da extensão das aderências e do histórico cirúrgico de cada paciente.

Quanto tempo dura a recuperação após a salpingo-ovariolise?

A recuperação varia de paciente para paciente e depende da extensão da cirurgia, mas em geral a laparoscopia permite retorno às atividades leves em poucos dias, com liberação completa avaliada em consulta de retorno. Esse prazo é sempre uma referência, nunca uma garantia, porque cada evolução cirúrgica é individual.

É possível engravidar naturalmente após a cirurgia?

Em muitos casos avaliados na Clínica Saphire, sim, a gravidez natural passa a ser possível depois da liberação das aderências, quando a trompa e o ovário recuperam mobilidade suficiente para a captação do óvulo. Isso não é assegurado para todas as pacientes, e por isso acompanhamos cada caso individualmente após a cirurgia para definir os próximos passos, caso a gestação não ocorra no período combinado.

Avaliação da infertilidade por aderências na Clínica Saphire

Se você tem histórico de cirurgia pélvica, infecção pélvica prévia ou dor pélvica persistente e está investigando dificuldade para engravidar, a Clínica Saphire pode avaliar seu caso e indicar, quando pertinente, a investigação por laparoscopia.

O atendimento é conduzido pela Dra. Aline Mormilo Borges, CRM 120044/SP, RQE 83943 (Ginecologia e Obstetrícia) e RQE 839431 (Reprodução Assistida), com apoio da equipe da Clínica Saphire. Fale com a nossa equipe e agende uma avaliação.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica.


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